A CNMV aprova a emissão de obrigações PRISA que terá início a 13 de janeiro | Economia

A Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) aprovou e registou nos autos a nota sobre valores mobiliários relativa à oferta pública de subscrição de obrigações subordinadas convertíveis em acções anunciada ontem pela PRISA, conforme comunicado terça-feira pelo regulador do mercado de capitais.

O prazo de subscrição preferencial para os acionistas será aberto no dia 13 de janeiro após a publicação do anúncio de emissão no Diário Oficial do Registro Mercantil, previsto para o dia 12 de janeiro. Esse prazo se encerrará após 14 dias corridos, ou seja, no dia 26 de janeiro.

Caso existam obrigações não subscritas, será aberto um segundo prazo em que obrigações adicionais serão atribuídas entre os acionistas e investidores que as solicitaram no período de subscrição preferencial. Se após este período ainda restarem títulos conversíveis, será aberto um período de alocação final para investidores qualificados.

O mercado recebeu nesta terça-feira com alta de mais de 10% os detalhes da operação aprovada ontem pelo conselho de administração da empresa.

A PRISA, grupo editorial do EL PAÍS, anunciou ontem o lançamento da operação até 129.999.500 euros, através da emissão e circulação de até um total de 351.350 obrigações convertíveis com o valor nominal de 370 euros cada. O valor final total da emissão será fixado pelo valor efetivamente subscrito e integralizado após os correspondentes períodos de subscrição da oferta. A possibilidade de subscrição incompleta da emissão está expressamente prevista. Cada obrigação dará lugar, no momento da sua conversão, à entrega de 1.000 novas ações da sociedade. Assim, o preço de conversão é fixado em 0,37 euros por cada nova ação.

A taxa de juro nominal das obrigações convertíveis será de 1% anual fixo. Os juros incorridos não serão capitalizados e o valor acumulado será pago em dinheiro aos titulares das debêntures conversíveis em ações no ato da conversão de suas respectivas debêntures, no prazo de cinco anos. Entretanto, os titulares terão o direito de solicitar a conversão antecipada da quantidade de debêntures conversíveis que julgarem conveniente em novas ações da companhia, a seu exclusivo critério, nos prazos de conversão detalhados nas informações enviadas à CNMV.

A oferta dirige-se essencialmente aos accionistas da sociedade e a potenciais adquirentes de direitos de preferência de subscrição, bem como, subsidiariamente, a investidores qualificados nacionais ou estrangeiros.

A empresa já obteve compromissos de investimento firmes e irrevogáveis ​​de acionistas de referência (Amber e Vivendi) representativos de 45,01% do valor nominal máximo total da emissão.

O objetivo da operação é a redução da dívida financeira da PRISA, a qual está referenciada a taxa de juro variável e que foi refinanciada em abril de 2022. Neste sentido, a emissão permitirá principalmente à empresa obter os fundos necessários para o cancelamento parcial e antecipado a tranche da dívida da PRISA que representa o maior gasto financeiro com juros, ou seja, a tranche da dívida júnior, cujo montante, em 31 de outubro de 2022, ascendia a 190 milhões de euros, e que está referenciada a uma taxa de juro variável igual a Euribor+8%. A PRISA solicitará a admissão à negociação das obrigações convertíveis no Mercado Regulado de Rendimento Fixo espanhol (AIAF).

JB Capital Markets SV e Société Générale atuam como coordenadores globais e agentes de colocação da emissão, enquanto Houlihan Lokey Europe e Barclays Bank atuam como consultores financeiros da PRISA. A assessoria jurídica da transação foi prestada pela ECIJA, Latham & Watkins e Uría Menéndez.

O PAÍS da manhã

Acorde com a análise do dia por Berna González Harbor

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