O Abarca Cidón colocou à venda seu negócio escolar subsidiado | empresas


A família Abarca Cidón, proprietária da HM Hospitales, pôs à venda o seu negócio escolar subsidiado. Eles contrataram a KPMG para liderar a venda da empresa Educare por cerca de 300 milhões de euros, segundo fontes financeiras.

O sector da educação revelou-se um dos poucos onde o apetite por fundos não diminuiu devido ao aumento da inflação, ao aumento das taxas de juro ou à ameaça de recessão. E os acionistas da empresa escolar subsidiada Educare estão tentando aproveitar a oportunidade para lançar a venda da empresa, que possui oito escolas subsidiadas em Madri.

O principal acionista da Educare é a família Abarca Cidón, fundadora da rede hospitalar HM. Eles possuem 65% do negócio de educação por meio de seus escritório familiar Alma mater. Os 35% restantes pertencem à empresa Gestión de Centros Educativos (Gecesa), nas mãos de Carlos Madruga Rael, presidente da Educare.

Esta sociedade data dos anos 70, com a criação da escola El Parque. Nos anos seguintes, teceu uma rede em toda a Comunidade de Madrid, com os centros Valdefuentes, Peñalar, Peñalvento, Torrevilano e Montesclaro. Em 2015, a Gecesa fundiu-se com a Educare, empresa Abarca Cidón, para criar a empresa atual. Além das escolas mencionadas, abriu mais dois núcleos, Antamira e Antares.

No total, a empresa emprega cerca de mil trabalhadores e tem 10 mil alunos. No exercício de 2020, a empresa sofreu durante os meses, de março a junho, em que a Covid-19 obrigou ao ensino 100% online. Registou um lucro próximo dos cinco milhões de euros, 30% inferior aos valores do ano anterior. A receita caiu 20%, para 30 milhões.

A empresa atribuiu esse resultado ao fato de ter deixado de receber receitas com refeitório ou atividades extracurriculares. O regresso ao presencial do ano letivo 2020/2021 permitiu à empresa regressar aos valores de antes da pandemia. E oferece aos investidores um ebitda de 17 milhões. Levando em conta as avaliações que o mercado faz para esse tipo de ativo, acima de 15 vezes, as primeiras avaliações na empresa sobem para 300 milhões.

A empresa enfrenta uma dívida, no final do exercício de 2020, de 72 milhões. Correspondem maioritariamente a um conjunto de empréstimos, alguns lastreados em ativos imobiliários, junto do CaixaBank, Bankinter e Santander. A empresa fechou aquele ano com caixa de 6,6 milhões.

Os grandes fundos de capital de risco lançaram-se nos últimos anos para assumir posições neste setor. Um dos casos de maior sucesso foi o da Providence, que em 2017 adquiriu as escolas Nace da Magnum, o fundo Ángel Corcóstegui, por 350 milhões. Integrou esta empresa numa plataforma maior, a que chamou Globe Educate, com 31.000 alunos e 55 escolas espalhadas por França, Canadá, Andorra, Malásia, Portugal, Itália, Índia, Reino Unido, Chipre e Andorra.

Em Espanha, destaca-se também a presença do gigante europeu da educação Inspired Education, que adquiriu as escolas King’s College ou San Patricio. É de propriedade dos gigantes de capital de risco Warburg Pincus e TA Associates. Outros fundos optaram pelo ensino superior. A CVC adquiriu a Universidade Alfonso X e Permira, a Universidade Europeia.

A operação Educare é uma oportunidade de ouro para um fundo de capital de risco se posicionar neste setor na Espanha. E, através desta empresa, posso criar uma plataforma para entrar no jogo da consolidação do ensino privado na Espanha, ainda muito fragmentada.



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